O tema, já explorado por outros autores, entre os quais Goethe com o seu Dr. Fausto, é aqui apresentado por Ramuz de uma fórmula muito simples e directa. O enredo está entregue a duas personagens: o Soldado, homem simples, que entre os seus parcos haveres possui um violino, e o Diabo que surge no seu caminho, sob diversos disfarces, com o objectivo de lhe comprar a alma. O Narrador completa o quadro da acção, sendo, sobretudo, um elo de ligação entre as diferentes cenas. A partitura foi escrita por Stravinsnky durante a Primeira Grande Guerra para um efectivo orquestral de sete instrumentos – violino, contrabaixo, clarinete, fagote, trompete, trombone e percussão – e ocupa um lugar de relevo no panorama da interacção entre a música e a representação teatral.
Ficha Artística e Técnica Texto/Música: C. F. Ramuz / Igor Stravinsky Dramaturgia e Encenação: Paulo Matos Intérpretes: Afonso Dias, Elisabete Martins, Luís de A. Miranda e Luís Vicente Direcção Musical: Maestro Osvaldo Ferreira Ensemble Instrumental: Solistas da Orquestra do Algarve Cenografia: Tó Quintas Figurinos: Esmeralda Bisnoca Costureiras: Nina Lispkaia e Cristina Lima Assistente de Palco: Marco Pereira (OA) Desenho de Luz e Operação Luz e Som: Noé Amorim Assistente de Produção/Relações Públicas/Marketing/Comunicação: Ana Aleixo (ACTA), Filipa Moreira (OA) e Helena Azevedo (OA) Direcção Técnica: Noé Amorim Produção Executiva: Elisabete Martins Direcção de Produção: Luís Vicente
Da Imprensa:
"Quanto vale a alma de um Homem? É esta a questão central da peça "História do Soldado", de C.F. Ramuz. (...) A ACTA-A Companhia de Teatro do Algarve e a Orquestra do Algarve juntaram-se para levar aos palcos algarvios uma obra que alia a representação à música, neste caso a de Stravinsky, um dos mais conceituados compositores do século XX." Barlavento, Hugo Rodrigues, 20/04/2006
"(...) a peça é uma primeira experiência de colaboração artística entre a ACTA e a Orquestra do Algarve. É um trabalho intenso, cheio de música e cor, pensado ao pormenor para os palcos da região. (...) É um espectáculo intenso, emocional, afectuoso e também deslumbrante." Algarve 123, Bruno Filipe Pires, 20/04/2006