As comédias têm por vezes, na sua origem e conteúdo, amarguras irresolúveis e também aqui não temos modo de resolvê-las: conta-se uma história cuja acção anda pelos últimos dias da vida do Marquês de Pombal, e conta-se numa versão muito livre, associando à figura do primeiro-ministro mais famoso de Portugal a de D. Maria I, já rainha, muito beata e dominada pelos nobres, que era figadal inimiga do grande ministro. A amargura está inerente aos factos e ao seu desfecho. É a História que assim o conta, não podemos contornar. Queremos agora contar isso mesmo, a história, mas cruzando-a com os nossos dias, não deixando até de manter debaixo de olho a evidência: mais de duzentos e cinquenta anos depois ainda há quem venere o Marquês – pedindo em orações e outras evocações que volte cá outra vez - que isto na actualidade precisava de alguém que soubesse o que fazer, ele era um desses, e etc...
Ficha Artística e Técnica Texto: Alexandre Honrado Dramaturgia e Encenação: Paulo Moreira Assistente de Encenação: Anielka Kozlowski Cenografia e Execução: Tó Quintas Figurinos e Execução: Esmeralda Bisnoca Desenho de Luz: Noé Amorim Música: W. A. Mozart Intérpretes: Elisabete Martins, Glória Fernandes, João Evaristo e Luis de A. Miranda Voz Off: Luís Vicente Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"[...] a figura do Marquês de Pombal que, por si só, vale o espectáculo. Luia de A. Miranda esqueceu-se em absoluto de si próprio para interiorizar o Marquês de Pombal na sua velhice. Convincente, não exagera o tom alquebrado nem a dor permanente que sentia. É uma representação fiel de um velho derrotado que não deixou de acreditar em Portugal." Ana Oliveira, Jornal do Algarve, 07/04/2005