Numa dinâmica surreal, pretende-se, pelo recurso a textos de Gil Vicente, erguer metáforas que falem das nossas virtudes e dos nossos defeitos, sempre de forma divertida e criando cumplicidades com o público. No centro da narrativa, uma mulher - a Constança de Auto da Índia: a Frequentada.
Ficha Artística e Técnica Textos: Gil Vicente - criação colectiva Direcção de Actores: Jorge Soares e Luis Vicente Direcção Musical: Zé Eduardo Cenografia e Execução: Tó Quintas Intérpretes: Ana Gabriel, Elisabete Martins, João Jonas, Jorge Soares, Liza Pflaum, Mário Spencer, Olympia Jensen, Sónia “Litle B” Cabrita e Tânia Silva. Figurinos e Execução: Esmeralda Bisnoca Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"O espectáculo que a ACTA está a apresentar ao longo do Algarve e que se insere nos chamados espectáculos de rua, que se costumam fazer no Verão, chama-se Auto da Frequentada e tem exactamente bons textos, bons actores, bons encenadores, cor, fogo-de-artifício e animação." Ana Oliveira, Jornal do Algarve, 16/09/2004
"A ambiência é uma manta de retalhos vicentinos, onde surgem saltimbancos, diabos, demónios, lições de esgrima, dançarinas e bruxas, incluindo um momento de teatro, com a representação do "Auto da Índia", cujo palco é montado ao vivo, à maneira do teatro de rua tardo-medieval. Este é, precisamente, o ponto forte deste espectáculo: o cheirinho a saltimbancos e a técnicas quatrocentistas, que fazem desta produção um documento histórico sem ser histórico, erudito sem ser pretensioso e incisivo sem ferir - como não podia deixar de ser, tendo por base um texto de Gil Vicente.
[...] é um espectáculo de que vive da cor, do som, do fogo, do movimento, como já vem sendo comum nos espectáculos de rua da ACTA. Um espectáculo divertido, porque os actores se divertem e acabam por preencher com a sua própria energia as lacunas eventualmente geradas pelo hiato linguístico e/ou cultural. Nota muito positiva ao desempenho tanto de João Rocha como de Mário Spencer que, mais uma vez, mostram estar perfeitamente à-vontade na improvisação e no contacto com o público.
[...] A quase estreante Ana Gabriel é, também digna de nota mais atenta.
[...] Uma chamada de atenção para mais um interessante trabalho de cenografia de Tó Quintas, responsável pela concepção e execução da carroça." Patrícia Amaral, Postal do Algarve, 09/09/2004