Cinco personagens: quatro homens e uma mulher formam uma fila a partir de uma linha desenhada no chão. O confronto divertido mas contundente que então acontece consiste em cada uma das personagens querer ser o 1º nessa fila que formam para NADA. No plano filosófico, a peça desnuda o ridículo da aparente substância de alguns confrontos que acontecem entre indivíduos em sociedade.
Ficha Artística e Técnica Texto: Israel Horovitz Encenação: Elisabete Martins Composição Plástica: Elisabete Martins e Luís Vicente Figurinos: ACTA Intérpretes: Glória Fernandes, J. P. Naylor, Jorge Soares, Mário Spencer e Pedro Guerreiro Ramos Desenho de Luz: Noé Amorim Fotografia: Jorge Soares Montagem: Vitanga Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luís Vicente
Da Imprensa:
"Este último personagem, Arnall, interpretado de forma muito talentosa por Jorge Soares, é uma agradável surpresa para quem seguiu o trabalho do actor algarvio: a composição é soberba, a própria entoação da voz, os tiques, as repetições, de um personagem irónico - mas inconsciente de que o é - arrancam as maiores gargalhadas do espectáculo. Destaques também para Mário Spencer (Flemming) pela enorme capacidade histriónica na constituição cáustica de um personagem [...] e para Pedro Guerreiro Ramos, que compõe um personagem (Dollan) nos antípodas do que é habitual nele: a expressão corporal é fenomenal, na composição deste "chico esperto", responsável por alguns dos momentos altos do espectáculo.
[...] A salientar também o surpreendente bom trabalho de Elisabete Martins, estreante na direcção de actores aos 23 anos.
[...] O Primeiro é a prova provada de que é possível criar um grande espectáculo sem meios sofisticados e cenografias complicadas: penduradas apenas no texto e no seu talento, sem a bengala de uma cenografia complexa, os actores da ACTA conseguem bem-dispor a plateia e, em eficácia comunicacional, até desafiam a televisão e o cinema. Vale a pena ir ao teatro para ver O Primeiro. É como ver um filme dos irmãos Marx: o melhor comprimido que se pode tomar para depressões e contratempos da vida quotidiana. E o efeito perdura mais que o do Prozac. Garanto." João Prudêncio, Jornal do Algarve, 04/04/2002
"Atrevo-me mesmo a dirigir uma palavra de destaque para Jorge Soares [...] Bravo." Cristina Nabais, Em Cena nº 5, 2002
"O teor cómico do texto de Israel Horovitz arrancou inúmeras gargalhadas ao público, que aplaudiu intensamente a primeira encenação da jovem actriz da ACTA, Elisabete Martins.
[...] Com um trabalho de actor que melhora a cada novo trabalho, os profissionais que deram vida às personagens Horovitz contribuíram, em muito, para a qualidade final da peça." Cristina Pinto, Barlavento, 04/04/2002
"Um dos pontos altos desta peça é mesmo o trabalho de actor, contando o espectáculo com representações bastante equilibradas. A surpresa foi, no entanto, Jorge Soares, impecável no papel de Arnall. Glória Fernandes e Pedro Guerreiro Ramos estiveram irrepreensíveis." Cristina Pinto, Algarve Mais, Junho 2002