Cénicamente é como um retábulo. O protagonismo das figuras emerge desse retábulo. A transição, ao nível dos caracteres e do seu equivalente linguístico, faz-se com a pincelada do irónico e do chocarreiro, do alucinante e do ridículo, mas também do grácil e do deleitoso. As figuras progridem física e psicológicamente quadro a quadro, oscilando entre a simulação e a confissão. Assim é também com o próprio Teixeira Gomes que trouxemos à cena. Contudo, na economia de narrativa dramática (uma tragicomédia burlesca) esta será uma personagem “apócrifa”.
Ficha Artística e Técnica Texto: Manuel Teixeira Gomes Dramaturgia e Encenação: José Louro Cenografia: João Vieira Figurinos: Maria Gonzaga Direcção de Actores: Luis Vicente Intérpretes: Antony Barbosa, Elisabete Martins, Glória Fernandes, Jorge Soares, J. P. Naylor, Luis de A. Miranda, Maria João, Maria José, Mário Spencer, Paulo Moreira, Pedro Guerreiro Ramos, René Barbosa e Teresa Moreno Execução Cenográfica e Adereços: Tó Quintas Assistentes: Francisco Costa, Didier Francisco e Sérgio Teixeira Fotografia: Telma Veríssimo Assistente Editorial: Alexandre Moura Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"[...]um excelente trabalho colectivo da companhia.[...] nomeadamente de Luís Miranda no papel do escritor e Presidente da República Manuel Teixeira Gomes. O seu trabalho bem como dos outros actores é notável." Algarve Hoje, 10/02/2000