Da
Imprensa:
“[...] faz volte-face em relação às
tentações histriónicas para se concentrar
na serenidade da composição psicológica.”
Eugénia Vasques, Expresso, 20/07/1991
“Enfim, é o íntimo de Mozart que nos é revelado.
A sua maturidade, elegância e sensualidade dão corpo à alma
de compositor. Luis Vicente é vibrante, inocente, completamente
absorvido pela sua arte, e também doloroso quando a incompreensão
o rodeia. A expressividade está-lhe no corpo e bem conseguida.”
Cláudia A. de Almeida, A Capital, 27/09/1991
“[...] à grande actriz Cecília Guimarães.
A seu lado Luzia Paramés e Luis Vicente formam um trio
maravilhoso, sendo os solistas de um concerto tocado a seis mãos
num autentico trabalho de virtuosismo.”
Tito Lívio, A Capital, 27/12/1991
“Simplesmente Maravilhoso [...] Luis Vicente brilha num
papel que é um corno.”
Tito Lívio, A Capital, 17/01/1992
“Luiza Paramés e Luis Vicente sóbrios, bem
dirigidos, tornam dificilmente imaginável esta peça
feita por outros comediantes. Foram magníficos em tudo
e, particularmente, no uso do olhar e da máscara.”
Fernando Midões, Diário de Notícias, 22/07/1992
“Luis Vicente e Luzia Paramés são os dois
actores de La Música II [...] Interpretações
fabulosas [...]”
Tito Lívio, A Capital, 23/07/1992
“Luís Vicente um genial Yago na peça Othello
[...] Porque – e é bom que isto se diga – ao
longo de três horas e meia (!) Yago não se limita
a ser o intriguista que leva Othello à loucura e ao crime. É Mefistófeles
saído de um inferno dantesco, trazendo consigo um diabólico
plano para enlouquecer Othello.
Na verdade, só um actor de eleição é capaz
de estar permanentemente em palco tecendo a teia de uma maneira
tão perfeita e laboriosa, vestindo a figura do sinistro
Yago, o desenho mais completo do mal que já alguma vez
eu tinha visto representar.”
Fonseca Lobo, J.A., 25/06/1993
“Luis Vicente interpreta o personagem Yago com uma segurança
e uma desenvoltura fora do comum [...] um actor que enfileira
ao lado dos grandes actores de teatro português [...]”
Maria João Duarte, A Capital, 02/07/1993
“Devemos ter sempre presentes interpretações
como [...] e Luis Vicente, no Iago de Othelo.”
Enciclopédia Port. Bras. Pág. 565-1993
“Além de actores de alto coturno, ou profissionais
conscientes, havia outros. Nos primeiros destaca-se Luis Vicente
em Molière, a máscara privada dolorosa enxertada
na outra, idem sua, a do actor público. Belo trabalho.”
Jorge Listopad, Jornal de Letras, Janeiro de 95
“Mas é Luis Vicente o grande “pivot” da
farsa. Eloquente, sem excessos históricos, quase nos faz
simpatizar com o seu ditador, em que por momentos, se recorta
o ditador do Charlot de saudosa memória.”
Eugénia Vasques, Expresso, 29/07/1995
“Um trabalho soberbo por parte de Luis Vicente no protagonista,
muito bem acompanhado pelo grupo.”
Carlos Porto, Jornal de Letras, 02/08/1995
“Um espectáculo cheio de ritmo, onde Luis Vicente
numa interpretação notável, consegue impor à sua
personagem várias tonalidades [...]”
Alexandra Carita, A Capital, 18/05/1997
“Luis Vicente: Trabalho meticuloso, seguro, do actor,
um actor que cresce todos os dias, que busca sempre novas e ousadas
metas.”
Fernando Midões, D.N. 02/06/1997
“[...] magníficos momentos de teatro dados pelas
peças “Zoo Story” de Edward Albee e “Mulher,
mulheres”, de Charo Solanas, Dario Fo/Franca Rame e Jean
MacConell. Dois trabalhos irrepreensíveis com a assinatura
de Luís Vicente.”
Jornal do Algarve, 11/01/2001
“[...] É de salientar o trabalho de Luis Vicente
enquanto Calígula, por demais convincente na sua loucura
povoada de momentos de lucidez tão fortes, que são
capazes de provocar angústia no próprio espectador.”
Cristina Pinto, Barlavento, 22/11/2001
“O trabalho de Luis Vicente na interpretação
bastaria para justificar este espectáculo [Calígula],
de tal maneira a força e a sensibilidade desse trabalho
nos pareceram inteiramente convincentes.”
Carlos Porto, Jornal de Letras, 12/12/2001
“A encenação de Luís Vicente deu-nos
um corpo com alma e uma alma com corpo.”
Ana Oliveira, Algarve Mais, Abril 2003
“Bom mesmo, foi verificar que Luis Vicente consegue manter-se
em forma, expressando-se em movimentos adequadamente frenéticos,
num papel tão distante dos que habitualmente gosta de
fazer, oferecendo-nos ainda uma interpretação vigorosa,
plena de expressividade, numa caricatura excelente[...]”
E.G., Jornal do Algarve, 15/04/2004
“Nesta 28ª produção da ACTA, Luis Vicente,
portanto, fez boas opções, conseguindo uma encenação
de bom corte e uma concepção eficaz e inteligente,
de que é justo destacar toda uma primeira parte do espectáculo:
pela exuberância, pelo dinamismo, pelo ritmo, pela linearidade
narrativa.”
E.G., Jornal do Algarve, 11/11/2004
"Luís Vicente desenhou um Iago de multíplices valências e
ambiguidades, de grande eficácia interpretativa: um Iago deus
ex machina dos factos trágicos disseminados na tragédia."
Mário Mattia Giorgetti, Sipario
(…) Iago é a personagem mais complexa. (…) A interpretação de
Luís Vicente, director da ACTA, que já em 1993 tinha
interpretado este papel, transmite ao público, com virtuosismo,
uma empatia ambígua com a personagem, expondo com finura a
argumentação duma preferência de tipo “social” a que teria
direito para legitimar a astúcia e a calúnia. Põe assim
complexamente em confronto os dois mundos encarnados por Othello
e Desdémona.”
Le Monde Diplomatique, 01/01/06