Equipa

Luís Vicente
Actor / Encenador / Director Artístico e de Produção

Natural de Setúbal. Abandona os estudos em Engenharia Mecânica e com o apoio da Fundação Gulbenkian frequenta seminários e workshops de Expressão Dramática, nomeadamente com Carlos Walenstein, Luis de Lima, Eva Winkler, Águeda Sena e Jorge Reys. Estagia com Catherine Dasté e colabora com a Cooperativa Luso-Brasileira de Teatro, dirigida por Augusto Boal, e com o Colectivo Teatral Os Faz-Tudo, dirigido por Fernando Loureiro. Com este actor e pedagogo, e a instâncias da UNESCO, será co-autor dum programa de formação de animadores sócio-teatrais para a República de Angola. Ingressa no TAS – Teatro de Animação de Setúbal. Dirige o grupo de teatro do Circulo Cultural de Setúbal, cuja direcção integrou. Ingressa na Companhia de Teatro de Almada onde permanece vários anos trabalhando, entre outros, com os encenadores Fernando Gusmão, Joaquim Benite, Rogério de Carvalho e Marie Pierre Fernandes, exercendo além de funções de actor, também funções de director de produção, director de cena e de formador nas áreas da Interpretação e da Produção e Gestão Teatral. Com esta Companhia realiza digressões por Espanha, França e Polónia. Anima vários grupos teatrais e exerce docência no ensino privado e público. Foi produtor-executivo do Festival de Almada entre a I e a VII edições, e responsável pelo Gabinete de Imprensa do mesmo Festival da XI à XIII edições. Ingressa no TEC – Teatro Experimental de Cascais, onde trabalha sob a direcção de Carlos Avilez. Também sob a direcção deste encenador trabalhará no ACARTE; sob a direcção de Bibi Ferreira no Teatro do Casino Estoril e sob a direcção de Águeda Sena no Teatro da Trindade. Em 1992 retorna à Companhia de Almada onde permanecerá até 1996, integrando elencos de espectáculos dirigidos por Joaquim Benite, Victor Gonçalves e Jorge Listopad. Entretanto, participa em inúmeros trabalhos radiofónicos e televisivos: teatro, novelas, séries. Em 1990, cria com António Farraia e Vasco Vilarinho a produtora Exclusiva onde exerceu funções de director de casting, director de projecto e coordenador de produção em inúmeros trabalhos publicitários, filmes institucionais e longas-metragens nacionais e internacionais, actividade que abandona em 1994. No teatro participou, até à data, em mais de 50 peças de grandes autores da dramaturgia mundial, como Brecht, Stridberg, Genet, Shakespeare, Camus, Duras, Gombrowikz, Albee, Bulgakov, Feydau, Molière, e também de incontornáveis autores nacionais como Romeu Correia, Virgílio Martinho, Natália Correia, Norberto Ávila, José Saramago, na maioria das quais como actor-protagonista e nalguns casos também como encenador. Foi em várias ocasiões e sob diferentes pretextos, distinguido e premiado em Portugal e no estrangeiro. Em 1997, a convite do professor e pedagogo José Louro, integra o núcleo fundador da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, da qual é director de produção desde o início de actividade da Companhia e director artístico desde finais de 1999.

Da Imprensa:
“[...] faz volte-face em relação às tentações histriónicas para se concentrar na serenidade da composição psicológica.”
Eugénia Vasques, Expresso, 20/07/1991

“Enfim, é o íntimo de Mozart que nos é revelado. A sua maturidade, elegância e sensualidade dão corpo à alma de compositor. Luis Vicente é vibrante, inocente, completamente absorvido pela sua arte, e também doloroso quando a incompreensão o rodeia. A expressividade está-lhe no corpo e bem conseguida.”
Cláudia A. de Almeida, A Capital, 27/09/1991

“[...] à grande actriz Cecília Guimarães. A seu lado Luzia Paramés e Luis Vicente formam um trio maravilhoso, sendo os solistas de um concerto tocado a seis mãos num autentico trabalho de virtuosismo.”
Tito Lívio, A Capital, 27/12/1991

“Simplesmente Maravilhoso [...] Luis Vicente brilha num papel que é um corno.”
Tito Lívio, A Capital, 17/01/1992

“Luiza Paramés e Luis Vicente sóbrios, bem dirigidos, tornam dificilmente imaginável esta peça feita por outros comediantes. Foram magníficos em tudo e, particularmente, no uso do olhar e da máscara.”
Fernando Midões, Diário de Notícias, 22/07/1992

“Luis Vicente e Luzia Paramés são os dois actores de La Música II [...] Interpretações fabulosas [...]”
Tito Lívio, A Capital, 23/07/1992

“Luís Vicente um genial Yago na peça Othello [...] Porque – e é bom que isto se diga – ao longo de três horas e meia (!) Yago não se limita a ser o intriguista que leva Othello à loucura e ao crime. É Mefistófeles saído de um inferno dantesco, trazendo consigo um diabólico plano para enlouquecer Othello.
Na verdade, só um actor de eleição é capaz de estar permanentemente em palco tecendo a teia de uma maneira tão perfeita e laboriosa, vestindo a figura do sinistro Yago, o desenho mais completo do mal que já alguma vez eu tinha visto representar.”
Fonseca Lobo, J.A., 25/06/1993

“Luis Vicente interpreta o personagem Yago com uma segurança e uma desenvoltura fora do comum [...] um actor que enfileira ao lado dos grandes actores de teatro português [...]”
Maria João Duarte, A Capital, 02/07/1993

“Devemos ter sempre presentes interpretações como [...] e Luis Vicente, no Iago de Othelo.”
Enciclopédia Port. Bras. Pág. 565-1993

“Além de actores de alto coturno, ou profissionais conscientes, havia outros. Nos primeiros destaca-se Luis Vicente em Molière, a máscara privada dolorosa enxertada na outra, idem sua, a do actor público. Belo trabalho.”
Jorge Listopad, Jornal de Letras, Janeiro de 95

“Mas é Luis Vicente o grande “pivot” da farsa. Eloquente, sem excessos históricos, quase nos faz simpatizar com o seu ditador, em que por momentos, se recorta o ditador do Charlot de saudosa memória.”
Eugénia Vasques, Expresso, 29/07/1995

“Um trabalho soberbo por parte de Luis Vicente no protagonista, muito bem acompanhado pelo grupo.”
Carlos Porto, Jornal de Letras, 02/08/1995

“Um espectáculo cheio de ritmo, onde Luis Vicente numa interpretação notável, consegue impor à sua personagem várias tonalidades [...]”
Alexandra Carita, A Capital, 18/05/1997

“Luis Vicente: Trabalho meticuloso, seguro, do actor, um actor que cresce todos os dias, que busca sempre novas e ousadas metas.”
Fernando Midões, D.N. 02/06/1997

“[...] magníficos momentos de teatro dados pelas peças “Zoo Story” de Edward Albee e “Mulher, mulheres”, de Charo Solanas, Dario Fo/Franca Rame e Jean MacConell. Dois trabalhos irrepreensíveis com a assinatura de Luís Vicente.”
Jornal do Algarve, 11/01/2001

“[...] É de salientar o trabalho de Luis Vicente enquanto Calígula, por demais convincente na sua loucura povoada de momentos de lucidez tão fortes, que são capazes de provocar angústia no próprio espectador.”
Cristina Pinto, Barlavento, 22/11/2001

“O trabalho de Luis Vicente na interpretação bastaria para justificar este espectáculo [Calígula], de tal maneira a força e a sensibilidade desse trabalho nos pareceram inteiramente convincentes.”
Carlos Porto, Jornal de Letras, 12/12/2001

“A encenação de Luís Vicente deu-nos um corpo com alma e uma alma com corpo.”
Ana Oliveira, Algarve Mais, Abril 2003

“Bom mesmo, foi verificar que Luis Vicente consegue manter-se em forma, expressando-se em movimentos adequadamente frenéticos, num papel tão distante dos que habitualmente gosta de fazer, oferecendo-nos ainda uma interpretação vigorosa, plena de expressividade, numa caricatura excelente[...]”
E.G., Jornal do Algarve, 15/04/2004

“Nesta 28ª produção da ACTA, Luis Vicente, portanto, fez boas opções, conseguindo uma encenação de bom corte e uma concepção eficaz e inteligente, de que é justo destacar toda uma primeira parte do espectáculo: pela exuberância, pelo dinamismo, pelo ritmo, pela linearidade narrativa.”
E.G., Jornal do Algarve, 11/11/2004

"Luís Vicente desenhou um Iago de multíplices valências e ambiguidades, de grande eficácia interpretativa: um Iago deus ex machina dos factos trágicos disseminados na tragédia."
Mário Mattia Giorgetti, Sipario

(…) Iago é a personagem mais complexa. (…) A interpretação de Luís Vicente, director da ACTA, que já em 1993 tinha interpretado este papel, transmite ao público, com virtuosismo, uma empatia ambígua com a personagem, expondo com finura a argumentação duma preferência de tipo “social” a que teria direito para legitimar a astúcia e a calúnia. Põe assim complexamente em confronto os dois mundos encarnados por Othello e Desdémona.”
Le Monde Diplomatique, 01/01/06

 

Opinião | Recomendar | Mapa do Site

Financiada por:

Protocolo:

Institucional:

Mecenas: